quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Os mitos que cercam o ato de escrever



4° Mito: “Escrever é um ato isolado, desligado da leitura”


A leitura nos ajuda a "assimilarmos as estruturas próprias da língua escrita". Assim como na oralidade, que precisamos nos apoiar em um contexto e necessitamos do ouvinte, a comunicação escrita também tem as suas particularidades. Isso é devido ao fato da comunicação acontecer a distância, “sem o apoio do contexto e da expressão facial. Tratamos de forma diferente a sintaxe, o vocabulário e a própria organização do discurso.” Quando mantemos contato com os mais variados gêneros textuais, a nossa memória armazena modelos que facilitarão a escrita, pois passamos a ter um conhecimento efetivo dela.
Além disso, o processo de leitura envolve "tantos procedimentos intelectuais e exige tantas operações mentais", que o bom leitor acaba por adquirir uma maior agilidade de raciocínio. Vale lembrar que a leitura é uma eficiente fonte de informação, promove a análise dos mais variados acontecimentos e torna o leitor mais crítico e menos propenso à dominação ideológica.
Escrever é uma prática que se articula com a prática da leitura. É improvável que um mau leitor chegue a escrever com desenvoltura, além de a leitura ser instrumento de consolidação dos conhecimentos. Quanto mais lemos mais interiorizamos estruturas possíveis da língua escrita. Enquanto em uma aula o professor trata da regência de cinco ou seis verbos, durante a leitura de um livro temos o contato com a regência de milhares de verbos.


Fonte: GARCEZ, L. H. do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo: Martins Fontes, 2001.


Relato de aula:

Esse foi um dos textos chave da nossa quarta oficina (13/09/2014), que teve como principal objetivo ler e compreender os mitos 3 e 4 e introduzir o texto dissertativo, começando por um parágrafo.

Na segunda parte da oficina, a partir do tema “A privacidade nas redes sociais”, nós pedimos que os alunos fossem dizendo aspectos e opiniões a respeito do tema, e assim fomos construindo o paragrafo e demos algumas dicas de como começar um texto dissertativo.
Ao final entregamos o texto com a proposta de redação do Enem de 2013 co o tema “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”, e solicitamos que eles construíssem um paragrafo dissertativo.
Durante a atividade percebemos as dificuldades em alguns alunos e, nos dispomos a auxiliá-los individualmente.

   


Pibidiana Jéssica e alunos
Pibidianas Jéssica e Isabel
Pibidiana Gleisiany

Os mitos que cercam o ato de ecrever

3° Mito: “Escrever é uma questão que se resolve com algumas 'dicas'”



As pessoas se iludem com a ideia de que alguns "macetes" de última hora têm o poder de resolver problemas com a produção de textos, principalmente quando elas se submeterão a concursos nos quais precisarão mostrar uma boa desenvoltura na escrita a curto prazo.
Muitos professores ainda oferecem em suas aulas verdadeiros protótipos de textos, repletos de “fórmulas” pré-fabricadas e de 'dicas' isoladas (que apenas contribuem) para a montagem de um texto defeituoso, truncado, artificial, em que a voz do autor se anula para dar lugar a clichês, chavões, frases feitas e pensamentos alheios. Quantos de nós não fomos educados assim ao longo da experiência escolar?
A autoria é resultante das nossas marcas e das características que o gênero e a língua nos permite. Assim, vimos que para escrever um bom texto é necessário muita prática, reflexão e leitura. Nesse sentido, o processo de escrita é algo que nos envolve por completo, abarcando os nossos “conhecimentos e experiências sobre o mundo e sobre a linguagem”. Sendo assim, derrubamos a possibilidade de esquemas prévios ou formas que substituam o processo. Se é o indivíduo que dita o andamento do texto, conclui-se que o mesmo é imprevisível!
Lembrete: uma produção textual por mês, exercícios esporádicos de pequenos trecos não formam um bom escritor. Escreva sempre, todos os dias, sobre diversos assuntos, com objetivos variados.

Fonte: GARCEZ, L. H. do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Relato de aula:

Esse foi um dos textos chave da nossa quarta oficina (13/09/2014), que teve como principal objetivo ler e compreender os mitos 3 e 4 e introduzir o texto dissertativo, começando por um parágrafo.
A leitura desses textos rompeu com algumas crenças a respeito do processo da escrita, como o fato de que compreender a estrutura de um determinado gênero textual não determina a competência que temos ao escrever um texto. Então, construímos junto com eles, no quadro branco, um paragrafo dissertativo, assim explicando cada elemento que o compõe.


Alunos CEM 01
Pibidiana Isabel


Os mitos que cercam o ato de escrever


2° Mito: "Escrever é um ato espontâneo que não exige empenho"


          “Lutar com palavras é a luta mais vã.”
(Carlos Drummond)


De acordo com Garcez (2001), “todo ato de escrita pertence a uma prática social. Não se escreve por escrever. A escrita tem um sentido e uma função”. Muitos pensam que as pessoas que redigem bons textos o fazem como quem respira, num piscar de olhos, sem o mínimo esforço. A história não é bem assim...
Escrever é um dos exercícios mais complicados que realizamos, pois exige muito da memória e do raciocínio. Segundo Garcez (2001), "a agilidade mental é imprescindível para que todos os aspectos envolvidos na escrita sejam articulados, coordenados, harmonizados de forma que o texto seja bem sucedido".
Conhecimentos da mais diversa natureza são acessados quando estamos produzindo um texto. No momento da escrita é fundamental pensar em alguns aspectos: o assunto, o gênero adequado, em que situação ele será produzido, os possíveis leitores, a língua e suas possibilidades de estilos. Assim, escrever não é um ato espontâneo. Exige muito empenho, é um trabalho duro, nem sempre as “dicas” oferecidas pelos professores e colegas são suficientes para elaboração de um texto fluente, claro, adequado.
Claro que, para quem escreve todos os dias, essa missão se torna mais fácil com o passar do tempo, mas mesmo assim há relatos de pessoas que ainda sentem dificuldades, pois é um trabalho braçal e mental muito rigoroso e por vezes frustrante. Já reparou que você nunca está satisfeito com o que escreveu? É por isso que ficamos babando ao ler um autor literário (um Machado da vida), pois muitas vezes eles conseguem traduzir em palavras sentimentos e emoções que jamais conseguimos fazer com tanta precisão.

Fonte: GARCEZ, L. H. do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Relato de aula:

Esse foi um texto chave da nossa segunda oficina (30/08/2014), qual teve como principal objetivo uma conversa sobre as práticas de escrita apresentando alguns mitos e rompendo com uma visão mistificada que temos dos atos de escrever, já os motivando para uma primeira produção. Nesta aula compareceu um número menor de alunos que a aula anterior.
Com um caráter mais prático, a aula foi iniciada com a leitura do poema “O Lutador”, de Carlos Drummond de Andrade e em seguida, umas das pibidianas deu sequência à série “Os mitos da escrita” com a leitura do 2° mito acompanhado de um momento de reflexão. Logo após pedimos aos alunos que escrevessem um relato de sua experiência com a prática de leitura e escrita.
Para isso, reforçamos o que é o gênero textual relato, e suas principais características, a partir dos conhecimentos já apresentados pelos alunos e sugerindo algumas perguntas que poderiam ser respondidas ao redigir o texto.













quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Os mitos que cercam o ato de escrever



1º Mito: "Escrever é um dom que poucas pessoas têm"


       Expressões do tipo "Eu não tenho o dom da escrita" "Não fui escolhido" "Não recebi esse talento quando nasci" são muito comuns entre os alunos quando se veem sem ideias diante da página em branco.
     Pode-se dizer que a escrita é uma construção social, pois sempre precisamos do outro para começar e continuar escrevendo.
      Um fator determinante do nosso grau de familiaridade com a escrita seria a forma que aprendemos a escrever, que valor o texto escrito tem para nós e para a esfera social em que circulamos, a intensidade de leituras que fizemos ao longo da vida e a frequência com que produzimos textos. Sendo assim, esses detalhes funcionam como uma fórmula para os que desejam amadurecer a escrita e melhorar o desempenho em relação aos textos produzidos.
     Embora seja tão polêmica, a questão do dom pode ser atribuída aos grandes escritores da literatura. Mas mesmo assim, sabe-se que todos eles só se revelaram escritores após um grande processo de aprendizagem e uma convivência intensiva com a escrita. Não há notícias de que alguém nasceu escritor e o processo que faz de alguém um célebre ainda é enigmático.
      O importante é compreender que todos podemos chegar a produzir excelentes textos e que isto não é uma dádiva especial dos céus, mas o fruto do esforço daqueles que pretendem amadurecer nesse sentido. Pessoalmente, tive vários traumas nesse sentido, mas a cada dia tento passar por cima de tais obstáculos. Fica então a dica sobre o primeiro mito sobre a escrita!



Fonte: GARCEZ, L. H. do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo: Martins Fontes, 2001.


Relato da aula:

Esse foi um texto chave da nossa primeira oficina (16/08/2014), que teve como principal  objetivo a apresentação do Projeto Salto aos alunos. A turma estava bem mista com alunos do 1°, 2° e maior concentração dos 3° anos, grande parte do turno vespertino.
Fizemos uma breve explicação do que é o PIBID e uma breve apresentação de cada integrante do grupo. Demos oportunidade para que os alunos se apresentassem, e em seguida, umas das pibidianas leu um trecho do texto "Ler devia ser proibido", de Guiomar Grammont, provocando assim, uma reflexão diante da importância do ato de ler em todo o grupo.
Depois da primeira reflexão partimos para a leitura do texto chave. Os alunos conseguiram fazer uma dialogicidade com o primeiro texto, o que instigou nos alunos a curiosidade e houve  abertura para  um debate.
A aula introdutória foi bastante produtiva, pois superou nossas expectativas.















terça-feira, 21 de outubro de 2014

Visita à exposição GENESIS, de Sebastião Salgado


Nossos sinceros agradecimentos a todos os que acreditaram no PROJETO SALTO e participaram da visita à exposição GENESIS, de Sebastião Salgado, no último sábado. Uma experiência fantástica... inesquecível!





África











Terras do Norte





Amazônia e Pantanal








Outras imagens








Donos de um olhar atento...












Sebastião Salgado dá o recado!





Pausa para o lanche... com bate papo!


















Um pouco mais de nós mesmos...









Não restam dúvidas de que o olhar atento deste grande mestre da fotografia transformou nossos olhares e nossa maneira de enxergar o mundo!


18 - 10 - 2014