segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Oficina de Educomunicação - Por Ana Elisa Santana (Editora de Educação da Rádio Nacional - EBC)


Alunas/os do Centrão e do curso de Letras do IFB de São Sebastião na Oficina com Ana Elisa Santana


Olá, pessoal!

Sou Ana Elisa Santana, jornalista, e tenho 28 anos. Alguns de vocês devem se lembrar de mim porque visitei a escola para fazer uma matéria sobre os trabalhos que vocês fizeram para o projeto Heroínas sem Estátua (não viu? Clica aqui: http://ebcnare.de/1KQhJUX). Mas hoje eu estou aqui no blog para falar sobre a oficina de rádio que nós fizemos no dia 28 de agosto, dentro do Projeto Salto.


Quem aí estava nela?

O tema principal da oficina foi o combate ao racismo; e nós fizemos algumas discussões muito proveitosas. Para isso, tivemos três bases:
1) Nós assistimos ao filme Cores e Botas, que mostra a história de uma menininha que queria ser paquita (para quem não conhece, aquelas ajudantes do antigo programa da Xuxa, que fizeram sucesso nas décadas de 1980 e 1990). O problema é que ela fez um teste e, mesmo sendo a melhor entre as concorrentes, não conseguiu passar porque era negra. Quer assistir?www.youtube.com/watch?v=Ll8EYEygU0o

2) Também falamos sobre duas notícias publicadas no G1 sobre tráfico de drogas. Uma delas falava que os acusados eram "jovens de classe média", e a outra falava que o acusado era "traficante"; a diferença é que os acusados da primeira moram em um bairro de classe média no Rio de Janeiro, e o segundo mora na periferia de Fortaleza.


3) Falamos sobre o fortalecimento da imagem das mulheres afrodescendentes que usam os seus cabelos crespos de forma natural; usando a propaganda dos produtos criados pela empresa Garnier especialmente para estas clientes.O link do vídeo é:www.youtube.com/watch?v=3xFcAffOJC0


A proposta que eu dei aos participantes foi que vocês fizessem um produto de rádio (spot, radionovela, jingle, notícia) que provocasse uma reflexão, empoderamento ou conscientização sobre o tema. Vamos relembrar como são esses formatos?


Jingle - é uma música usada para uma campanha, no rádio ou na televisão. O importante aqui (além do ritmo), é que a letra passe uma mensagem!


Radionovela - é aquela novela que a gente já conhece da televisão, mas adaptada para o rádio. Lembre-se que não temos, no rádio, o artifício da imagem. Por isso precisamos recriar o que a gente veria com efeitos sonoros, que podem ser desde efeitos da natureza (chuva, fogo, vento), até elementos do dia a dia (buzinas, sirenes, portas se abrindo) e pessoas em movimento (mãos digitando, pés caminhando).


Spot - é um áudio rápido que transmite uma mensagem. Pode ter uso de efeitos sonoros também e passar a mensagem de forma simples, ou como uma mini-radionovela. 


Notícia - é o formato que estamos acostumados a ver na TV, ler no jornal ou ouvir no rádio. Pode ser um boletim; quando só o repórter dá a informação; pode ter sonora (quando um entrevistado é acrescentado ao boletim); e pode ainda ser um link; quando há participação de um repórter ao vivo de fora do estúdio da rádio.


Resultados
Estão curiosos para ouvir? Vamos lá! Nós fizemos cinco produtos; mas um deles - o jingle - se perdeu quando fomos salvar na pasta :( Mas não tem problema :)
Vamos ouvir:


Grupo 1 - Alunos do IFB e Centrão - Spot


Grupo 2 - Alunos do IFB - Notícia


Grupo 3 - Alunos do Centrão - Link

Grupo 4 - Alunos do Centrão - Spot/Mini-radionovela


Para fazer esses áudios, a gente usou:


1) Para gravar:
Um celular (ou gravador normal) ¯\_(ツ)_/¯


2) Para editar:
Audacity (http://audacityteam.org/download/ - é de graça!)


3) Para ter efeitos sonoros:
O Youtube tem vários! É só buscar pelo que você quer e converter para .mp3. Lá também tem uma lista de trilhas que podem ser usadas neste link: https://www.youtube.com/audiolibrary/music (atenção para os direitos autorais!)


4) Para converter
Conversores online são muito práticos e gratuitos: http://www.clipconverter.cc/pt/ e http://www.onlinevideoconverter.com/pt/mp3-converter

Se você perdeu a oficina mas quer aprender a fazer produtos assim; pode entrar em contato comigo que eu ajudo! É só pedir o meu email para a professora Pilar, de Língua Portuguesa.


Pra mim, essa oficina foi muito legal! O que acharam? Contem pra gente nos comentários!
















quinta-feira, 5 de novembro de 2015

JOVEM NA LUTA






Existem discursos muitas vezes mascarados, tentando fazer a gente acreditar que existem boas intenções por trás. Estes discursos já contaminaram a nossa mente de tal forma que os reproduzimos sem nem ao menos questionar o que de fato significam.
O que estaria por trás de precisamos dar voz aos jovens, ou ainda, os jovens são o futuro?
A todo o momento vejo críticas a minha geração; dizem que é a mais alienada de todos os tempos, que não sabemos pelo que e nem para que lutamos e isto quando lutamos. O que ninguém diz é que somos treinados para ficar em silêncio enquanto os mais velos resolvem aquilo que não somos capazes, somos como bonequinhos com nossas bocas costuradas até que em um determinado momento arrancam a linha de nossas bocas e exigem que articulemos como verdadeiros oradores. Controverso não é mesmo?
Precisamos dar voz ao jovem...”. Não, ninguém precisa dar voz aos jovens... nem as mulheres... nem aos negros... nem aos indígenas... e nem a nenhuma minoria jogada a margem da sociedade, o que todos realmente precisam é dar ouvidos. A reflexão a respeito desse discurso é bem simples, é fácil querer falar por nós, difícil mesmo é escutar aquilo que temos a dizer, afinal uma vez que nos escutem não será mais o que os detentores do poder, os donos da voz querem q seja dito.
Os jovens são o futuro... ”. Não sei vocês, mas eu estou aqui hoje. Eu sou o AGORA! Por que adiar a minha participação no presente? O argumento para isto pode ser a falta de experiência, a idealização de um mundo melhor, por não ter vivido o suficiente para descobrir que não há mais jeito, que o certo é aceitar e continuar reproduzindo algo que nitidamente não está funcionando. Esperam a gente perder as esperanças... O pensamento revolucionário causa medo, então é melhor desacredita-lo.
Ai vai mais uma das mentiras que nos contaram e engolimos sem discutir. Você é o que come... o que veste... o que a sua imagem transmite. É preciso DESCONTRUIR. A verdade é que somos o que pensamos e fazemos, nosso corpo nada mais é do que uma casa para nossa mente. E quem manda? A casa ou a dona dela?
Thais Alves de Souza.

Texto elaborado pela pibidiana Thais, após uma oficina do Projeto Salto em que os participantes foram desafiados a criar uma campanha que causasse movimentação na escola.