quinta-feira, 5 de novembro de 2015

JOVEM NA LUTA






Existem discursos muitas vezes mascarados, tentando fazer a gente acreditar que existem boas intenções por trás. Estes discursos já contaminaram a nossa mente de tal forma que os reproduzimos sem nem ao menos questionar o que de fato significam.
O que estaria por trás de precisamos dar voz aos jovens, ou ainda, os jovens são o futuro?
A todo o momento vejo críticas a minha geração; dizem que é a mais alienada de todos os tempos, que não sabemos pelo que e nem para que lutamos e isto quando lutamos. O que ninguém diz é que somos treinados para ficar em silêncio enquanto os mais velos resolvem aquilo que não somos capazes, somos como bonequinhos com nossas bocas costuradas até que em um determinado momento arrancam a linha de nossas bocas e exigem que articulemos como verdadeiros oradores. Controverso não é mesmo?
Precisamos dar voz ao jovem...”. Não, ninguém precisa dar voz aos jovens... nem as mulheres... nem aos negros... nem aos indígenas... e nem a nenhuma minoria jogada a margem da sociedade, o que todos realmente precisam é dar ouvidos. A reflexão a respeito desse discurso é bem simples, é fácil querer falar por nós, difícil mesmo é escutar aquilo que temos a dizer, afinal uma vez que nos escutem não será mais o que os detentores do poder, os donos da voz querem q seja dito.
Os jovens são o futuro... ”. Não sei vocês, mas eu estou aqui hoje. Eu sou o AGORA! Por que adiar a minha participação no presente? O argumento para isto pode ser a falta de experiência, a idealização de um mundo melhor, por não ter vivido o suficiente para descobrir que não há mais jeito, que o certo é aceitar e continuar reproduzindo algo que nitidamente não está funcionando. Esperam a gente perder as esperanças... O pensamento revolucionário causa medo, então é melhor desacredita-lo.
Ai vai mais uma das mentiras que nos contaram e engolimos sem discutir. Você é o que come... o que veste... o que a sua imagem transmite. É preciso DESCONTRUIR. A verdade é que somos o que pensamos e fazemos, nosso corpo nada mais é do que uma casa para nossa mente. E quem manda? A casa ou a dona dela?
Thais Alves de Souza.

Texto elaborado pela pibidiana Thais, após uma oficina do Projeto Salto em que os participantes foram desafiados a criar uma campanha que causasse movimentação na escola.  

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